Acordou. Mais um dia sem ela ao lado. Então se perguntou o porque de ainda acreditar.
Por mais que tenha ouvido muitas vezes, a maior parte delas em meio a roupas ao chão e lençóis amassados, sempre foi mentira: Ela não era dele.
Ela, claro, era do mundo. Sem muita ideia de pra onde estava indo, pousou por um tempo ao lado dele, fez seu ninho e repousou, até o dia em que sentiu falta de voar.
E o problema foi o meio.
Ele nunca foi santinho, das que pousaram e voaram já perdeu as contas, mas nunca quis que nenhuma repousasse antes. E embriagado por essa nova experiência, pensou que seria pra sempre.
Só que, por mais que seja clichê, o pra sempre acaba. E depois de dois anos (longos ou curtos, dependendo da ótica) o deles acabou. Tão repentinamente que nem os mais ligados na história entenderam. Era difícil ver os dois separados, e agora só se via ele.
Mas falando em entender, nem mesmo ele sabe bem o que aconteceu. Ele só a viu comentando que as asas foram feitas pra voar, e que ela estava saudosa do mundo. E voou. Simples assim, como quem nunca tinha ficado. Ele nem pode tentar convence-la. Quando viu, não tinha volta.
E hoje, ele não voa mais. Metade por não querer mesmo, e a outra metade por achar que, caso esteja voando, ele pode não estar quando ela voltar. Mas tem medo de admitir a pior metade: o receio de encontra-la repousando em outro lugar, e assim ter a certeza que não mais a terá aqui.
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