"Como a cidade eh tranquila dessa varanda". - fazia de tudo pra se distrair, mesmo mentindo para si mesmo enquanto ouvia buzinas e via o movimento normal de uma cidade litorânea no verão.
Mas, parando pra analisar, tinha um pouco de razão. Quando entrou pela porta da nova morada, deixou pra trás os problemas cotidianos, toda a cobrança e motivos de aflição, e ficou em paz.
Ali dentro ele só queria imaginar o futuro. O quanto ainda haveria de lutar, os obstáculos que deveria contornar, e tudo que a vida reservava para que todos os seus dias fossem tranquilos quanto aquela música de Cícero que tocava no spotify.
Sempre lhe disseram que não custa sonhar, mas ele já aprendeu que o preço eh alto.
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