quarta-feira, 23 de março de 2016

#85

Ele não podia mentir, ela o ganhou pelo cheiro.
Ficou encantado com aquele aroma suave que o acompanhou pelo resto da noite, depois dos dois beijinhos ao cumprimenta-la.

Depois, de longe, se apaixonou pelo olhar. Ele de um lado da mesa, ela de outro, mas em meio a conversas cruzadas entre os mais de dez integrantes daquele happy hour, também se cruzavam os olhares, vez ou outra.

Por ultimo, o sorriso. Só riso. Através dele, ela emanava alegria e embriagava o coração daquele moço já meio alto de cerveja e umas doses de cachaça. E ele já nem sabia em quem colocar a culpa por estar nas nuvens. Seria a bebida, ou seria ela?

Essa situação se repetiu por algumas vezes espaçadas, quando calhavam de se encontrar e sentar na mesma mesa de bar, onde ele pode também reparar em todas as curvas do seu corpo, desde aquele piercing no septo e nas coxas grossas quase sempre aparentes.

Pode também conhecer melhor a personalidade forte e cheia de vida, além do humor atípico, daquela morena que sempre andava acompanhada de um cigarro de menta. E só pensava em quantos problemas valeria a pena se meter por conta dela.

Mas naquele dia quente de verão, chegou em casa com a cabeça flutuando, sem saber se os olhares dela foram reais ou imaginados. Só sabia de uma coisa, ainda sentia aquele perfume.

Nenhum comentário:

Postar um comentário