Sentado na varanda ele via o mundo.
Os carros na ponte ao longe, a iluminação precária daquele prédio antigo, pichações aleatórias em locais tao inusitados que ele não sabia como chegaram até ali.
Também via pessoas. Com sacolas de compras, de mãos dadas com alguém, correndo para não perder o ônibus e alguns apenas caminhando com a solidão.
Era mais fácil ver e imaginar o exterior do que a imensidão de nada ao olhar para si mesmo.
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