Chove lá fora.
E ele, que não é nem nunca foi fã da chuva, sentou na porta da varanda e ficou olhando ao longe. Um gole, um trago, e pensamentos vagos.
E o céu estava tão cinza quanto a vida. A pintura desbotada dos prédios ficava mais aparente enquanto a água escorria e formava manchas aleatórias na fachada. A chuva deixava o entardecer, sempre tão belo daquele ângulo, triste.
Mas ele não. Estava atônito, mas permanecia sonhador. Planejava colocar em prática a cobertura da varanda, com as toras de eucalipto e o telhado de acrílico que já pensava a tempos, e o quanto aquele revestimento reutilizado que tinha em mente não ia ser tão ruim quanto falavam. E pensava que após aquela noite de descanso após 36 horas acordado, ia acordar um novo homem.
E tomara que dessa vez estivesse certo.
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