Podia não admitir, mas morria de saudade.
Era tão normal estar com ele, mesmo que não fisicamente, que aquele tempo "longe" a corroíam por dentro e deixava um vazio nos seus dias.
Não sabia porque não se entregava de vez. Seria o pavor da possível cobrança? Seria o fato de que nada vem dado certo ao ponto de não valer a pena criar expectativa nenhuma? Seria a pulga atrás da orelha sobre o sexo ser bom ou ruim? Ou até mesmo a lembrança das palavras dele, de que não tínhamos nada pra dar certo?
E cheia de dúvidas não demonstrava interesse, não demonstrava carinho, não demonstrava curiosidade, não demonstrava amor, não demonstrava nada. Não via um bom motivo pra se entregar assim.
Mas não percebia que aquela procura discreta, numa noite qualquer, depois de dias que ele não puxava assunto, demonstrava mais do que tudo que pudesse dizer.
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